Coisas simples, coisas boas, coisas de "louco".



Antes que você leia as linhas que seguem é importante a leitura do texto anterior para entender o que aqui expresso em termos práticos.

Inserido no sistema já exposto muitas vezes me sinto como um sardinha enlatada, ora em cima de uma moto, ora dentro de um carro, horas diante de um computador, muitas vezes até mesmo "incorporando" aquele monte de lata e estofado ou ficando com o traseiro quadrado em uma cadeira.

Cansei!

Ontem a noite resolvi sair à pé para resolver um problema, antigamente essa distância não era muito longa diante do costume de caminhar pelas ruas, agora qualquer distância se torna longa.

Quanta dependência!

Muitos acham isso uma coisa de louco, porém me senti muito melhor caminhando com minhas pernas sem precisar pisar em um acelerador ou freio ou usar as mãos para trocar de marcha, que sensação maravilhosa!

Me senti mais eu e mais inserido naquela base física.

Em outro aspecto, me lembro muito bem de quando resolvi abandonar todos os sistemas de religiosidade, doutrinários, etc.. de instituições, abandonando a instituição denominada de "igreja" para ser realmente Igreja conforme o evangelho, abandonando esse veículo abafado e sufocante a fim de caminhar com minhas pernas crescendo em consciência constantemente.

Foi assim a experiência maravilhosa de alguns encontros que tivemos, com leveza, muita simplicidade e sem superficialidade no que tange à pregação do evangelho não dando relevância portanto àquilo que não é essencial e quer não gera vida que se trata de vários sistemas humanos que trazem morte e não vida.

Vida é o que quero, vida abundante apenas existe na simplicidade das coisas, o resto é resto, é artificialidade contemporãnea.

Nele, que nos mostrou a simplicidade e objetividade do amor,

Luciano Costa