Do natural ao artificial - do bom ao ruim, do ruim ao bom!

Ontem ao ler mais um livro onde faço as correções finais da minha monografia que será apresentada ainda este ano para conclusão de curso, me prendi na leitura do Gênio Milton Santos e sua imensa percepção sobre o espaço.

Uma viagem temporal e espacial onde viajei do "espaço natural", sem a presença humana no planeta, nos primórdios da estada do homem com uma relação harmônica e hoje num mundo totalmente artificializado, um espaço socializado e explorado pelas técnicas e pela busca de mais-valia, o que tem tornado o planeta, nossa única casa uma bomba relógio prestes à explodir.

Nesse contexto histórico globalizado até mesmo o lugar é algo irreconhecível muitas vezes pelos que ali vivem, a relação de topofilia muitas vezes perde o sentido a fim de dar lugar ao viver mundializado criando fantoches do sistema-mundo atual.

Ao mesmo tempo que as distâncias diminuiram através dos fluxos informacionais, a disparidade entre o homem e o próprio solo onde vive se torna cada vez maior e a segregação entre os semelhantes é cada vez mais devastadora em um ambiente de disputas em todos os âmbitos da vida.

Em que nos transformamos?

Em todo tempo a ação da mídia nos mostra um paraíso, algo próximo dos nossos olhos, porém distante da nossa realidade, o que nos exige viver com as migalhas de um todo de objetos enquanto o capital através das grandes corporações atinge o ápice das riquezas e o Estado perde força para as privatizações sendo negligente à realidade local e abrindo espaço para o capital tirano e segregador.

Ao analisarmos o mundo das técnicas, o espaço ontem e hoje, percebemos o quanto regredimos nesse milhão de anos de presença humana na Terra, transformando a relação harmônica de tempos passados no paraíso artificial em que vivemos nos dias atuais, escravos do capital e do sistema-mundo atual.

Com quem poderemos contar, sem nem mesmo um Estado soberano onde a exploração estrangeira e o Neo-liberalismo tem massacrado os países Latino Americanos?

Espero ansioso pelo dia em que a cobra chamada Sistema Capitalista morda o seu próprio rabo.

Sempre esperançoso

Luciano Costa