Educação burguesa do século XXI

O pensamento pedagógico sofreu enormes mudanças a partir do século XVII. Com a queda do sistema de produção feudal e o surgimento do pensamento iluminista que fortaleceu a chamada Revolução Francesa a qual buscava liberdades individuais, contra a escuridão da igreja e a prepotência dos governantes.

Na época do auge do Iluminismo, Jean Jacques Rousseau, inaugurou uma nova fase na educação. Pela primeira vez, a educação se tornou obrigatória, assim se fazendo escola pública, filha da revolução burguesa, gratuita e para todos, mas ainda elitista, pois poucos podiam cursar uma universidade.

A liberdade para os burgueses consistia em estar livre para acumulação de riquezas, portanto, a educação para o proletariado (Classe trabalhadora), consistia no mínimo em educação, portanto, acreditavam na essência do homem burguês e proletário, um determinismo sem fim. A liberdade verdadeira e a igualdade eram nocivas aos burgueses pois provocaria a padronização das classes. A educação popular deveria fazer com que o povo aceitasse a sua pobreza.

Em pleno século XXI, percebemos os mesmos moldes da educação iluminista, só que feita de forma ainda mais cruel e segregadora. O Sistema Capitalista que fazemos parte estimula ainda mais a concorrência e a acumulação de riquezas, sendo que nos dias atuais a classe dominante representa um percentual baixíssimo em relação ao número de habitantes no planeta, enquanto a maioria esmagante da população continua tendo que se contentar com as migalhas sociais que são oferecidas dia após dia.

No setor educacional, com a LDB/1996, a “liberdade” educacional e o controle mínimo estatal sobre a iniciativa privada e o pouco investimento em educação pública já que é considerada como gasto e não como investimento, a desvalorização dos docentes, a política de avaliação onde o aluno da rede pública só não é aprovado por um milagre, isso para melhorar a imagem do país a nível internacional com baixo índice de repetência, porém, sem qualidade no ensino e toda influência externa denunciada pelos sociólogos, os problemas de origem estrutural do sistema escludente no qual estamos inseridos, tem gerado uma formação cada dia mais analfabeta, onde os formandos não conseguem enxergar nem um palmo diante do se nariz. O grande desafio atual é desenvolver uma educação de qualidade, desenvolvendo-se cidadãos críticos e participativos na sociedade, por enquanto, alcançar isso é uma utopia diante do atual cenário social, político, econômico e educacional em que estamos inseridos, porém, a luta continua.

Luciano Costa