Fim das férias.. que pena!?


Logo após alguns anos praticamente sem férias, devido ao trabalho antigo, pude finalmente desfrutar de merecidas férias no mês de Julho.

Com o início do segundo semestre do ano letivo, inicio novamente minha atividade profissional.

Antes de sair de férias, lembro-me sobre uma aula que ministrei sobre o turismo e o lazer, no qual foquei a luta histórica do proletariado, a partir do momento histórico em que a atividade humana começou a ser aplicada a produção de riquezas (Séc. XIX e XX), período após a revolução industrial e que foi um marco na história em vários aspectos, principalmente no setor produtivo, relações de trabalho e acúmulo de mais-valia.

Naquele período, a jornada de trabalho chegava a ultrapassar as 15 horas diárias.

Com isso, a luta histórica pelo tempo livre e o lazer era constante, enquanto muitos eram mutilados nas fábricas, moriam de trabalhar pelas péssimas condições de trabalho, suicidavam-se ou entregavam-se aos vícios em um desgosto enorme pelo viver.

Apenas no início do século XX, organizações operárias europeias e norte-americanas começaram a conquistar condições de trabalho mais dignas com tempo livre e lazer. No Brasil isso só veio a ocorrer na década de 1940.

O lazer, ao meu ver, é algo fundamental na realização do indivíduo, portanto, um exercício de cidadania.

É difícil aceitar o fato de que em pleno século XXI pessoas trabalham em longas jornadas, muitas vezes sem férias, devido as necessidades das empresas ou de forma informal, sem os benefícios do registro profissional.

Infelizmente, isso ainda ocorre, e o trabalho escravo ainda está longe de ser erradicado, principalmente em países como o Brasil, onde a fiscalização é precária e os políticos neo-liberais ainda querem acabar com os benefícios conquistados constantes na C.L.T..

Mais uma vez, os reclames do capital falam mais alto do que o bem estar social.

Eu coloquei no título uma interrogação, quando digo que é uma pena o fim das férias, isso porque, estou trabalhando na profissão que escolhi e na qual tenho prazer em realizar, uma espécie de lazer produtivo no qual tenho me realizado pessoalmente e profissionalmente.

Para que as horas crescentes de trabalho, as quais somos praticamente somos obrigados a nos submeter nos dias atuais, a fim de que possamos sobreviver, não sejam de tortura e sofrimento, o que pode levar a diversos danos psicológicos e materiais, faz-se necessário uma busca constante pela satisfação, fazendo assim, aquilo que realmente se gosta.

Já fui criticado por muitos por aquilo que escolhi, principalmente por aqueles que só pensam em dinheiro, porém, o mais importante da vida é ser feliz, e essa é minha filosofia de vida.

Afinal, quem é que vive a minha vida além de mim?

Abaixo, pensando nos muitos que necessitam dessa realização e a encontram na terra, você pode contribuir para a erradicação do trabalho escravo, através do abaixo assinado para a aprovação da PEC do brabalho escravo é só clicar na imagem abaixo e assinar:



CLIQUE AQUI PARA PROSSEGUIR