China já é o maior parceiro comercial brasileiro em exportações - Benefícios e preocupações:



Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento o comércio com os chineses alcançou US$ 3,232 bilhões no mês passado, enquanto as transações com os norte-americanos ficaram em US$ 2,817 bilhões.

Depois de Portugal, por mais de 300 anos por razões ligadas a colonização, de Inglaterra de 1808 até o início do século XX devido a abertura dos portos as nações amigas e dos EUA nos últimos 80 anos a China hoje atinge o status de maior parceiro comercial brasileiro.

É bom ressaltar que esta cifra foi conseguida apenas no que se refere às exportações brasileiras, enquanto isso, o país que mais fornece produtos ao mercado brasileiro continua sendo os EUA.

Tudo isso se deve ao impressionante aumento de 41,3% nas exportações para a China que atingiram a cifra de US$ 2,231 bilhões em abril, enquanto que para os EUA o montante cresceu apenas 16,1% somando US$ 1,340 bilhão.

Com a crise financeira, o Brasil buscou novos parceiros, sendo eles paises emergentes que buscar se fortalecer na Ásia, África e Oriente Médio ao invés dos parceiros tradicionais como os paises da União Européia e os EUA, protagonistas e mais afetados pela grande crise do sistema capitalista.

É uma mudança histórica, mais necessária visto que a Ásia é o mercado mais dinâmico da economia mundial com grande mercado consumidor já que lá se concentra quase a metade da população mundial.

Como nem tudo são flores, o Brasil carente de investimentos maciços na área de produção tecnológica continua com grande desvantagem nas trocas comerciais já que o governo brasileiro não investiu em educação, ciência e tecnologia como a China que praticamente dobrou nos últimos anos a porcentagem de investimentos e consequentemente de valor agregado aos produtos mais sofisticados tecnologicamente.

Assim sendo, a China inunda o mercado brasileiro com eletroeletrônicos enquanto o Brasil embarca principalmente produtos primários como soja e minério de ferro.

Tudo isso é uma fonte de preocupações, já que para que o Brasil leve vantagens nas transações comerciais precisa diversificar a produção e agregar valor aos produtos exportados.

Desta forma, poderá haver um destaque na balança comercial de fato favorável ao Brasil e assim alcançarmos um maior patamar de desenvolvimento, assim como os países onde houve a industrialização clássica ou que investiram nesta área e hoje são os maiores produtores, desenvolvedores e exportadores de tecnologia e consequentemente se tornaram paises ricos como o Japão, EUA, Paises da União Européia, etc..

Luciano Costa