Caminhando da "revolução" para a "igreja".


Durante a história da humanidade vários foram os movimentos de "revolução".

Na maioria deles, o povo oprimido por algum sistema, seja ele econômico, político ou religioso através de sua força conseguiu quebrar paradigmas temporais e retomar o caminho da paz e do bem estar.

A história da religiosidade e da fé humana é repleta destes episódios com a presença de atores importantíssimos em seu tempo, é o caso de Lutero, Jonh Wesley e outros incontáveis.

É uma pena que todos estes movimentos que buscavam um retorno a verdadeira revolução da fé (o evangelho) puro e simples ensinado por Jesus tenham se esvairado na comodidade dos encontros dominicais em bancos de madeira, nas normas de conduta e moral humana e nas receitas prontas do bolo da fé.

Assim, o caminho mais curto e mais percorrido pelas revoluções é a frieza dos bancos, aliados aos interesses de líderes que buscam uma projeção particular e se acham donos da verdade, não se abrindo ao diálogo, apesar de pregarem o contrário.

O que era doce e lindo chega ao seu estágio intermediário, falo da revolução da falácia, algo já engessado, porém, as "falsas verdades" pronunciadas ainda conseguem confortar o coração de alguns que não buscam crescer em consciência e amor, mas a "verdade absoluta e incorruptível" sem chance para erros. Ora, quem não gosta de certezas?

Na verdade a única certeza que temos é que um dia seremos surpreendidos pelo inesperado.

Mas o homem em sua soberba ignorância pensa saber todas as coisas do universo, se tornando o ser mais asqueroso e mentiroso que existe.

Outra coisa que pode acontecer com a "revolução" é se transformar em fanatismo religioso e uma nova religião, agora não é a dos conservadores, mas a dos "liberais", porém com algo em comum, serem donos da verdade e terem de uma forma ou de outra o seu "livro sagrado", assim, estão a cada dia se enterrando até o pescoço pela ação da letra que é a principal responsável pela frieza, criando assim cadáveres convencidos de sua vivência.

Desta forma, a revolução não acontece, já que as escamas estão arraigadas sobre a visão, muitas vezes disfarçadas de bondade.

Ora, precisamos urgentemente voltar ao culto das catatumbas e da simplicidade da fé, assim como os "do Caminho" na Igreja Primitiva, com a certeza de que qualquer que seja o sistema hunano se constitui anátema.

Que os movimentos insurgentes de revolução da fé não caminhem para se tornarem "igrejas", mas caminhem em direção da simplicidade da fé.

Para isto, basta olhar para Cristo e todas as suas ações no mundo, ser principalmenre sal da terra e parar de inventar besteiras ou querer aparecer com alguns pensamentos sem margem para discussão.

Enfim, é preciso urgentemente romper com o sistema eclesial que muitos endendem como sendo o único caminho para se organizar uma comunidade de fé.

É presiso acabar com a classificação e com os cargos, é preciso trilhar o caminho da não acepção! É preciso acabar com a liderança da forma que é imposta!

A liberdade com princípios é a melhor forma de se organizar e ser igreja neste mundo e os contatos humanos devem ser antes de mais nada para melhor e não para pior como tem acontecido em quase todos os encontros humanos.

Em Cristo, percebemos a maior de todas as revoluções, não é a toa que em todas as passagens em que aparece no Novo Testamento ele vive em conflito com a elite religiosa, os doutores da lei de seu tempo, dando "tapas de amor" na obscuridão e maldade disfarçada de bondade.

Então porque insistimos em um corporativismo que sufoca qualquer expressão de amor e simplicidade?

Se sabemos o que fazer, por que fazemos o contrário? Será que queremos nos juntar a maioria que trilha perta porta larga que cultua a maldade, o "farisaismo" e a condenação ao invés do amor e do perdão por ser um sistema universal, ou será que preferimos nos acomodar em nossa soberba e disputas bestas humanas?

Que voltemos as catatumbas, sem simplicidade e liberdade não ha caminho, não ha revolução! Sem isto iremos para o ralo, assim como em todos os movimentos que conheço.

Luciano Costa